domingo, janeiro 18, 2009

Hans Jonas - um dos pensadores mais relevantes de que você nunca ouviu falar


E a web tem destas coisas. Lemos o blogue dos amigos, seguimos os links indicados, e daí saltamos para a Wikipédia e para vários outros sítios, incluindo os artigos de David Kaufman, de onde fui copiar o título desta entrada, de V. Soromenho Marques e de Ana Sofia M. Estanqueiro.



Já tinha lido algo deste autor, mas deixo aqui esta nota para a ele voltar em breve. De facto, alguém que escreve um livro intitulado "Organismus und Freiheit. Ansätze zu einer philosophischen Biologie" (Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 1973) [Organismo e liberdade: abordagem a uma filosofia biológica] honra-me de o referir aqui. E leva-me a citar um dos seus aforismos:
Age de tal modo que os efeitos da tua acção sejam compatíveis com a permanência duma vida humana autêntica na Terra.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Darwin's Gifts


Uma colecção de ensaios tendo Darwin por tema.
To mark in 2009 the bicentennial of the birth of Darwin - on Feb 12 - and the 150th anniversary of the publication of On the Origin of Species - on Nov 24 - The Lancet has commissioned a commemorative book of essays about Darwin's life and work and the enduring legacy of his remarkable theory of evolution.
Uma das muitas iniciativas planeadas para este ano.

Interessante, a interface.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Escrita científica

O humour como instrumento de análise da publicação científica:
  • How to write consistently boring scientific literature - Although scientists typically insist that their research is very exciting and adventurous when they talk to laymen and prospective students, the allure of this enthusiasm is too often lost in the predictable, stilted structure and language of their scientific publications. I present here, a top-10 list of recommendations for how to write consistently boring scientific publications. I then discuss why we should and how we could make these contributions more accessible and exciting.
  • Clarity and obfuscation in scientific papers. Scientists are engaged in an endeavor where they're trying to figure out what the data show about the world, not just what they want to see in their experimental results. Ideally, scientists are making sure their data and conclusions can stand up to the toughest objections they can imagine being raised before they even send their manuscripts off to the journal. And, to the extent that science is a knowledge-building project where scientists need to be able to depend on the results communicated by other scientists, they know they should be striving for scrupulous honesty and utter clarity of language.
E, para compensar,

segunda-feira, novembro 10, 2008

quarta-feira, setembro 17, 2008

Mentiras e estatísticas

A conhecida frase de que há mentiras, grandes mentiras, e estatísticas diz mais acerca da natureza humana do que do ramo da Matemática nela mencionado. De facto, uma coisa é estudar estatística e outra é aplicá-la. E o teste t ou a ANOVA, tal como os martelos ou as chaves de fenda, podem ser bem ou mal empregues. A história humana está cheia de boas intenções que deram para o torto- lembro-me disso sempre que há a distribuição dos prémios Nobel. O bom do Alfredo acreditava que o poder da dinamite seria tão destruidor que acabaria com as guerras! E falar de ferramentas neste contexto remete-me também para o discurso brilhante de Ivan Illitch, que tão bem mapeou os limites para além dos quais as ferramentas se tornam elas próprias manipuladoras, um fim em si mesmas.

O magnífico artigo de Nassim TalebTHE FOURTH QUADRANT: A MAP OF THE LIMITS OF STATISTICS, é por isso importantíssimo nos dias de hoje. Ouvi ontem o George Bush, atrapalhado, tentar  justificar perante os americanos a necessidade de usar o seu (dos americanos) dinheiro para salvar da bancarrota os mesmíssimos agentes financeiros que levaram os mercados financeiros à beira da catástrofe. Não sabia era do papel da estatística no meio disto.

Mas este artigo tem várias outras linhas importantes de reflexão. Uma delas tem a ver com análise de riscos perante o desconhecido, que eu ligo às questões relacionadas com as mudanças climáticas actuais. Outra tem a ver com a relação entre redundância e estabilidade, que eu conhecia da ecologia de ecossistemas mas que foi interessante encontrar aqui, num contexto económico e com relevância para febre de redução de pessoal que atravessa agora a Função Pública.

Abri-vos o apetite? Espero que sim.