quinta-feira, abril 12, 2007

Why I quit HIV



I truly believe that the blame for the universal, unconditional, faith-based acceptance of such a flawed theory falls squarely on the shoulders of those among us who have actively endorsed a completely unproven hypothesis in the interests of furthering our careers.

For over twenty years, the general public has been greatly misled and ill-informed. As someone who has been raised by parents who taught me from a young age never to believe anything just because "everyone else accepts it to be true," I can no longer just sit by and do nothing, thereby contributing to this craziness.



Chegar a descobrir os podres da "teoria" do VIH-Sida através de modelos matemáticos é obra. E escrever um texto destes depois de ter feito um doutoramento e publicado 4 artigos sobre o assunto requer coragem.

Seed: Science is culture

Uma revista que junta ciência e cultura? Que senta Robert Trivers e Noam Chomsky para discutir o auto-engano? Em que uma cosmologista e um escritor discutem o conceito de realidade ao almoço? Interessou-me a ponto de vir aqui deixar o apontador para a SEED. E pelo caminho dar uma olhadela pela EDGE, que fica a fazer-lhe companhia na minha prateleira cibernética.

Ah! tanto para ler e tão pouco tempo...

segunda-feira, abril 02, 2007

Vozes dos animais

Pedro Dinis


Parlam pega e papagaio
E cacareja a galinha
Os ternos pombos arrulham
Geme a rola inocentinha.

Muge a vaca, berra o touro
Grasna a rã, ruge o leão,
O gato mia, uiva o lobo
Também uiva e ladra o cão.

Relincha o nobre cavalo,
Os elefantes dão urros,
A tímida ovellha bala,
Zurrar é próprio dos burros.

Regouga a sagaz raposa,
Brutinho muito matreiro;
Nos ramos cantam as aves,
Mas pia o moucho agoureiro.

Sabem as aves ligeiras
O canto seu variar:
Fazem gorjeios às vezes,
Às vezes põem-se a chilrar.

O pardal, daninho aos campos,
Não aprendeu a cantar;
Como os ratos e as doninhas
Apenas sabe chiar.

O negro corvo crocita,
Zune o mosquito enfadonho,
A serpente no deserto
Solta assobio medonho.

Chia a lebre, grasna o pato,
Ouvem-se os porcos grunhir,
Libando o suco das flores,
Costuma a abelha zumbir.

Bramam os tigres, as onças,
Pia, pia o pintainho,
Cucurica e canta o galo,
Late e gane o cachorrinho.

A vitelinha dá berros
O cordeirinho balidos,
O macaquinho dá guinchos,
A criancinha vagidos.

A fala foi dada ao homem,
Rei dos outros animais:
Nos versos lidos acima
Se encontra em pobre rima
As vozes dos principais.